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Mercado de Créditos de Carbono -- Microempresa se insere no mercado de carbono Print E-mail

A indústria de tijolos Cerâmica Luara, localizada na cidade de Panorama, no interior do estado, passou por adaptações na produção e realizou neste ano a venda de mais de 30 mil créditos de carbono. O recurso captado com a transação foi investido em maquinários e reformas para economizar energia elétrica. "Já fiz duas vendas desses créditos neste ano", conta o proprietário da empresa, Juarez Cotrim. Segundo ele, a primeira foi realizada em fevereiro, quando foram vendidos os créditos referentes a 23,7 mil toneladas de gás carbônico . A segunda, concluída no mês passado, correspondeu a 6.370 toneladas de CO². Cada tonelada rende em média seis euros, por volta de R$ 15. "Reinvesti na empresa o dinheiro que recebi dessa transação. Troquei o maquinário de produção e modifiquei a parte elétrica para reduzir mais o consumo de energia", comenta. Há mais de 20 anos no mercado, a indústria passou por adaptações em 2005 para cumprir padrões de emissão do gás. Com uma produção atual de mais de 400 mil tijolos por mês, a Cerâmica Luara passou a substituir lenhas nativas que eram usadas na queima do material por biomassa — um pó de serra feito somente de madeiras de reflorestamento e que polui menos o ar. "Hoje em dia, os meios de comunicação falam muito em meio ambiente. E ficamos preocupados, com medo de que nossos filhos não tenham os mesmos recursos naturais ou que não conheçam algumas espécies", reflete Cotrim.

As mudanças levaram a empresa a receber, no ano passado, a aprovação de um projeto para a venda de créditos de carbono. Esse mecanismo de mercado, criado no âmbito do Protocolo de Kyoto, permite que empresas que reduziram em suas atividades as emissões de gases, acumulem créditos e os venda países desenvolvidos, que não atinjam a meta de redução de poluentes. A Cerâmica Luara contou com o apoio e parceria do Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequena Empresa de São Paulo (Sebrae-SP) para fazer as adaptações necessárias e gerar as novas oportunidades de negócios. "Estou fazendo a minha parte e espero que outros empresários façam o mesmo. Hoje estão pagando para protegermos o meio ambiente. No futuro, podem nos proibir de trabalhar se não deixarmos de poluir", avalia. Assessoria Para auxiliar os empresários quanto às oportunidades geradas com a preocupação ambiental, o Sebrae lançou a cartilha Mudanças Climáticas e Oportunidades de Negócios para Pequenas Empresas. O objetivo da publicação é potencializar as oportunidades capazes de aliar trabalho, renda e preservação da natureza. Na cartilha são fornecidas informações sobre o que é mudança climática e as suas conseqüências, os marcos regulatórios, dados sobre o mercado de crédito de carbono e as oportunidades de negócios. O material está disponível para download no site do Sebrae sobre inovação (www.sebrae.com.br/inovacao), no menu meio ambiente.

O gerente da Unidade de Agronegócios do Sebrae, Juarez de Paula, destaca que a cartilha tem o "objetivo de sensibilizar os dirigentes e colaboradores do Sistema Sebrae para os impactos econômicos, sociais e ambientais decorrentes do fenômeno do aquecimento global e para as novas oportunidades decorrentes dessas mudanças". Segundo ele, um exemplo são os projetos de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), que permitem a captação de recursos por meio do mercado de créditos de carbono. O analista da Unidade de Acesso à Inovação e Tecnologia do Sebrae, Clóvis Rodrigues, destaca que o material serve para uso dos técnicos da Instituição e também para os empresários. "É uma forma do empresário lá na ponta começar a fazer a sua parte", diz. Já publicamos 1.000 reportagens sobre crédito carbono. Para mais informações sobre esse tema, use nosso buscador.

Fonte: DCI - COMÉRCIO, INDÚSTRIA E SERVIÇOS
Data da informação: 18/08/2008

 

 
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