| Energia |
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Segundo o Professor Ignacy Sachs (2007) a revolução energética do século XXI mal está começando. O que podemos dizer com certeza é que a transição da era do petróleo ao pós-petróleo será longa e que é difícil antecipar o seu transcurso. Daí as interrogações que emergem dessa reflexão preliminar. Qual será a capacidade dos governos em desenhar e implementar estratégias nacionais em longo prazo? O sistema parlamentar empurra para o imediatismo (short termism, como diz o economista indiano Deepak Nayyar). Por sua vez, como evoluirá o sistema onusiano e qual será a sua influência? Até que ponto a Unctad será bem-sucedida na organização dos mercados emergentes de etanol e biodiesel e de uma transição ordenada da era do petróleo ao pós-petróleo? A extrapolação para o ano 2050 das tendências de consumo de energias fósseis, observadas nos últimos cinqüenta anos, leva claramente a uma ruptura. Essa poderá ocorrer por adaptação ou pela "vingança da Gaia", ou seja, uma catástrofe natural de proporções desconhecidas. Daí a importância de conseguir simultaneamente a redução drástica do perfil da demanda energética, a substituição significativa das energias fósseis por energias não-poluentes (incluindo nessas a queima "limpa" do carvão) e, por último, o seqüestro de uma parcela significativa dos gases com efeito estufa. O desafio requer ações cuidadosamente planejadas ao nível dos Estados-Nações e uma concertação efetiva em nível internacional.
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